Sob Meu Ponto de Vista 2009
UOL
 
Liliana, casada, 3 filhos, louca por um neto.
Meu perfil foi traçado a partir do ponto-de-vista dos meus amigos, retirado dos seus comentários, eh eh:
  • MODESTA
  • pessoa maravilhosa
  • mãezona
  • mulher moderna, forte e atuante
  • autêntica,sensível, amorosa
  • forte e firme sem perder a doçura
  • sempre conselheira, amiga
  • vaselina
  • referencia de força e de sabedoria
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    A Galinha Magricela

    Eu acho que já contei pra vocês que, até aqui, a fase da minha vida mais legal, mas divertida, mais intensa, mais tudo, foi quando Luana e Marília eram pequenininhas.

    Sinto uma saudade enorme. Foi uma fase MA RA VI LHO SA!!!!

    Se eu fecho os olhos e viajo no tempo pra trás, encontro sempre com as duas cantando e saltitando. Hoje faço pouco esta viagem. É meio sofrido. QUE PENA!!!!!!!

     

    Desde que eu comecei a fazer patchwork, que eu namoro uma galinha que tem na loja.

    O negócio é que eu sempre achava que ainda não era pro meu bico.

    Ontem eu resolvi fazer a danadinha da galinha. É esta que está aí em cima.

     

    A minha paixão pela galinha tem uma razão.

    Embora a Luciana, a artesã criadora da tal galinha, tenha dado o nome a ela de “Galinha Charmosa”, eu sempre a tive como “A Galinha Magricela”, porque eu olhava pra ela, e me lembrava da musiquinha que Luana e Marília cantavam e pulavam feito duas pererecas....

    Ô saudade!!!!!!!!!!!!!!!!

     

    – Esta “Galinha Magricela” é dedicada a você, Luana e a você, Marília.

    Eu a fiz com muito carinho e por várias vezes, enquanto eu estava costurando a bichinha, eu ouvi a vozinha de vocês duas cantando e meus olhos embaçaram...

    Ela ficará em lugar bem especial, que escolherei para enfeitar o meu, o nosso ateliê.

    O coraçãozinho que coloquei nela, meus amores, é onde vocês duas moram dentro de mim.

     

     



    Escrito por Lili às 20h54
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    A foto de Judas

    Rindo a toa

     

     

     

    Tô eu ontem emendando meus paninhos, quando chega o João Vitor pra mim:

     

    – Ô tia? Eu tenho um amigo na escola que está fazendo catequese, e ele me contou uma história. Só que ele não sabia a história direito. Você conhece o Judas, um homem que traiu Jesus?

    – Conheceeer meeesmo eu não conheço não, mas eu sei quem foi Judas.

    – E você sabe a história direitinho pra você me contar? Eu fiquei interessado nesta história.

    – Olha João Vitor, eu não sei direito a história não. Eu só sei que ele traiu Jesus. Agora como foi... eu sinceramente não sei não.

    – Quem você acha que sabe esta história direitinho, pra me contar?

     

    A Vivi:

    – A Nana (Luana) é que não é. Ela já vai logo dizer que isso é tuuudo mentira!!!

     

    Voltei:

    – Pode ser que o Nani (é como eles chamam Wayne) saiba.

     

    A Vivi novamente:

    – Ou então o tio Wavell (nominho complicado, né?), né tia? O tio Wavell sabe tudo que é história. (“Tio Wavell” é meu cunhado. Pelo nome dá pra perceber que é irmão do Wayne, não dá não?)

     

    Eu:

    – É. Pode ser também.

     

    Aí o assunto mudou.

     

    Wayne chegou do trabalho à noite, tá lá vendo televisão, e João Vitor se aboletou do lado dele.

    – Ô Nani? Você sabe quem foi Judas? O homem que traiu Jesus?

    – Sei, porque?

    – Um amigo meu que faz catequese........... , e eu queria saber esta história direitinho. Você pode me contar?

    – Cara, você que vive no computador, entra lá no Google e coloca: JUDAS. Aí vai aparecer a história que você quer saber direitinho.

    – Eu já entrei Nani. Coloquei: “JUDAS – FOTO” mas não apareceu nada!?!?!?!?!

    – Mas é claro, né João Vitor! Naquela época nem existia máquina fotográfica, ô Zé Mané!!!!

    surpreso NÃO????? MAS E CELULAR, TAMBÉM NÃO TINHA NÃO????? Tonto



    Escrito por Lili às 08h20
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    Sozinho monta um peça de teatro I

    Rindo a toa

     

     

    Quando o Pontuando era só Pontuando e não Pontuando2009, eu escrevi um post  que falava de um “personagem”, o “Seu Lunga”.

    Eu tinha visto na televisão, não me lembro mais qual foi o programa, uma reportagem sobre Seu Lunga, onde ele foi entrevistado, contou casos e mais casos, e eu quase morri de rir. Eu e a repórter.

    Para quem não se lembra, ou não viu a tal reportagem, o Seu Lunga é um cearense de Juazeiro, de um mau humor tão grande, mas tão grande, que vira comédia.

    É assim: tem gente que é mal humorada. É chata.

    Mas quando este mau humor extrapola, passa do normal, o cara ao invés de ser chato, ele fica é divertido.

    Este é o caso do Seu Lunga.

     

    Nunca mais tinha ouvido falar do Seu Lunga.

    Semana passada eu recebi um email falando do dito cujo.

    Ri pra me acabar com a “tolerância zero” do Seu Lunga.

    Vejam se eu não tenho razão.

    Um cara deste nasceu pro teatro, porque ele sozinho já é uma comédia...

     

    (tive que dividir o texto em dois, porque o UOL disse pra mim que eu escrevi demais... Continua embaixo)



    Escrito por Lili às 09h40
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    Sozinho monta uma peça de teatro II

    “SEU LUNGA

     

    Joaquim Rodrigues dos Santos, mais conhecido como Seu Lunga, tem 92 anos e vive em Juazeiro.

    Passou sua infância "no meio dos matos", afastado da cidade. O apelido lhe acompanha desde esta época, quando uma vizinha de sua família começou a lhe chamar de Calunga, que virou Lunga e pegou.                                    

    Começou a trabalhar na roça aos oito anos de idade. Aos 16 anos mudou-se para Juazeiro do Norte, para trabalhar como ourives. Depois, foi trabalahar de vendedor no Mercado Municipal e, por fim, abriu uma loja de sucata.

     

    Casou-se em 1951 e teve treze filhos.

    A pouca instrução de "Lunga" não o impediu de candidatar-se a vereador da cidade de Juazeiro em 1988, eleição que não ganhou.

    É famoso pelo mau humor. Aí vão alguns de seus "causos

     

    Seu Lunga estava na sua casa com sede. E manda seu sobrinho lhe trazer um pouco de leite. Daí o pobre do garoto pergunta:

    - No copo, tio Lunga?

    E Seu Lunga responde:

    - Não. Bota no chão vem empurrando com o rodo, fi de rapariga

     

    Seu Lunga estava num restaurante tomando sopa quando perguntam pra ele:

    -Tomando sopa, Seu Lunga?

    E Seu Lunga responde, levantando o prato de sopa e esborrando-o em cima dele mesmo:

    -Não! Tô tomando banho

     

    O funcionário do banco veio avisar:

    - Seu Lunga, a promissória venceu.

    - Meu filho, pra mim podia ter perdido ou empatado. Não torço por nenhuma promissória

     

    Seu Lunga vinha pela rua carregando um balde de leite quando na porta de sua casa a sua mulher pergunta:

    - Home! É pra gente beber esse leite??

    - NÃO! É pra lavar a calçada. Traz a vassoura, mulher! - E joga todo o leite no chão

     

    Um sujeito vai até a loja do Seu Lunga e pede uma porca de determinado tamanho. Seu Lunga responde:

    - Procure naquela caixa.

    E o sujeito começou a procurar, mas no meio de tantas peças nada de ele conseguir achar a porca que ele queria. Então, exausto, falou para Seu Lunga:

    - Seu Lunga, não consegui achar a porca...

    Indignado, Seu Lunga foi até a caixa, procurou a tal porca e a achou, então virou-se para o rapaz e respondeu:

    - Eu não te disse que a porca tava aqui, fi duma égua!?! - e, jogando a porca novamente na caixa e misturando com as outras peças diz:

    - Agora procura de novo, direito, que você acha!!!

     

    Seu Lunga entrando em uma agropecuária.

    -Tem veneno pra rato?

    -Tem! Vai levar? - Pergunta o balconista.

    -Não, vou trazer os ratos pra comer aqui!!! - responde seu Lunga.

     

    Seu Lunga, no elevador (no subsolo-garagem). Alguém pergunta:

    - Sobe?

    Seu Lunga:

    - Não, esse elevador anda de lado.

     

    Seu Lunga vai saindo da farmácia, quando alguém pergunta:

    - Tá doente, Seu Lunga?

    - Quer dizer que seu fosse saindo do cemitério, eu tava morto???

     

    Seu Lunga, quando era motorista de ônibus urbano, é questionado por um passageiro

    - Esse ônibus vai para a praia?

    - Pode até ir, se você arranjar um maiô que dê nele!

     

    O cliente chega pra comprar um relógio na loja de Seu Lunga.

    - Pode tomar banho com esse relógio, Seu Lunga?

    - Ô corno! Isso é um relógio, não é sabonete não...

     

    A mulher do seu Lunga passa mal:

    - Lunga! Tá me dando uma coisa...

    - Receba!

    - Mas é uma coisa ruim!

    - Então devolva!!

     

    O telefone toca. Seu Lunga:

    - Alô!

    - Bom dia! Mas quem está falando?

    - Você!

     

    O amigo de seu Lunga o cumprimenta:

    - Olá, seu Lunga! Tá sumido! Por onde tem andado?

    - Pelo chão mesmo, não aprendi a voar ainda

     

    Seu Lunga chega num bar e fala pro atendente:

    - Traz uma cerveja e bota o disco de Luiz Gonzaga pra eu ouvir!

    - Desculpe seu Lunga, não posso botar música hoje...

    - Mas por que??

    - Meu avô morreu!

    - E ele levou os discos, foi?”

                               

                                                                                                                     

     

     

                                              

                                                                                                                                                 



    Escrito por Lili às 09h29
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    OS SIGNOS - por Christian Pior X

    Capricórnio...

    não briguem comigo...

     

    (comentário meu: e nem comigo.... leiam todos, porque vale a pena. Será que é assim mesmo? Ôlouco!!!) 

     

    Ummmmmm.

     

    Eu gosto das mulheres de capricórnio. Os homens nem tanto.

    Acho um signo meio chato, meio moralista, meio...enfim, esta é minha opinião e não uma verdade absoluta, quero deixar isto bem claro.

     

    Tive alguns conhecidos de capricórnio (estas amizades não duraram) e honestamente nenhum se deu bem.

    Foi muita teoria e pouca prática.

     

    Capricórnio nasce com uma inteligência natural, isto é fato.

    Capricórnio também tem um espírito inconformado, o que induz às mudanças e isto é muito bom.

    Capricórnio tem ambição, virtude que adoro e faz a humanidade andar e isto eu adoro.

     

    Mas tudo isto, tem que ser canalizado, porque senão o capricórnio ficará só na teoria enquanto os outros 'menos dotados' realizam coisas sólidas.

     

    O grande inimigo deste signo é sua arrogância e sua mania de achar que todo mundo é burro, estúpido e só ele é prático, inteligente e realizador.

     

     

    Exemplo:

    A professora na sala de aula e o capricorniano:

     

    Professora: Bom,hoje vamos ver e aprender sobre os países do leste europeu e o impacto social que eles...

     

    Capricórnio: Ei, que coisa antiga este assunto, quem não sabe sobre isto?

    É só ter tv a cabo e ver os documentários a respeito. Quem não sabe sobre isto?

     

    Professora: Muitas pessoas não sabem, e depois, isto faz parte do programa da escola e...

     

    Capricórnio: Esta escola está atrasada, onde estudei, aprendi isto na quinta série e...

     

    Professora:

    Então talvez por isto, você repetiu, não é mesmo?

    Porque sabia demais...

     

    A classe toda ri... do capricórnio, lógico... enquanto ele emburra e abre o seu livro sobre mecatrônica robótica.

     

    O capricórnio quando vence a mania de achar que só ele sabe, que o chefe É burro, que a escola é idiota, que o mundo é errado e que só ele é certo, vai longe...

     

    Porque ele tem persistência, paciência e sabe trabalhar duro.

    É meio sério, rabugento e adora namorar pessoas mais velhas e é um signo que sempre tem problemas com o pai...

     

    Namorei uma pessoa de capricórnio que vivia culpando a mãe por não lhe pagar mais a faculdade (Detalhe:a mãe descobriu que a pessoa fingia que ia para a faculdade, mas na verdade enchia cara nos botecos da

    vida...)

    Esta pessoa até hoje, não se formou e tentou quatro faculdades, uma de cada curso...tem 31 anos...

     

     

    Uma ex grande amiga minha, também aspirante á atriz, daquelas que desafiam os chefes, (mesmo chegando atrasada todos os dias e atendendo mal os clientes), falava de Antunes Filho, de Zé Celso, enfim, toda

    teórica.

    Bom, engravidou do primeiro namorado, em três meses de namoro, tem dois filhos e hoje ainda aos 34 anos, discursa sobre teatro e critica todo mundo.

    Detalhe: Nunca fez uma peça.

     

     

    Muitos culpam o planeta regente deste signo, Saturno, que gira muito lento, pelo caminho difícil e esburacado deste signo...

     

    Bom, aqui vão mais alguns dados:

     

    1- Capricórnio nasceu para o poder e se dá bem em cargos de liderança.Ama o poder assim como leão e escorpião.

     

    2- Capricórnio tem um mundo interno que só ele tem acesso, então nem tente entrar que você não conseguirá.

     

     

    3- São pessoas distintas,que adoram a elegância, a gentileza e os bons modos.São no fundo conservadores.Amam o Brasão da família.

    Os homens deste signo são sérios, sisudos e muitas vezes rabugentos...começam a ter cabelos brancos cedo e adoram mulheres mais velhas.

    Amam os avós.

     

    As mulheres deste signo são críticas, trabalham duro e por horas a fio, são firmes e tem um ar de melancolia.

    No trabalho são metódicas e precisas (tive uma patroa de capricórnio, Afifa Rassi Valicente, uma turca que era uma pessoa muito, mas muito eficiente...)

     

    Gostaria de confessar que tenho uma certa distância com este signo, sei lá porque...Não sei se é porque conheci muita gente capricorniana que pregavam moral e depois aprontavam, enfim...

    Peço desculpas se não fui imparcial.

     

     

    Pessoas famosas de capricórnio:

    Claudia Raia, Jude Law, Jim Carrey, Andy Kaufman, Elvis Presley, David Bowie, Kevin Costner, Ricky Martin, Marlene Dietrich, Ava Gardner, Janis Joplin, Kate Moss, Sade.



    Escrito por Lili às 10h29
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    É a roda viva

    Triste

     

     

    Quando eu ainda não era “vagabunda”, palavras do Fernando Henrique Sorbonne Cardoso, eu tive um diretor que foi o melhor chefe com quem eu trabalhei.

     

    Divertido, inteligente, não tinha a “cabeça quadrada”, característica da maioria dos funcionários públicos, gostava de contar histórias que nem eu, sabia da vida de tudo que é santo porque foi seminarista, enfim, cheio de predicados.

     

    Tinha um defeito. Grave. Gostava era muito da "tucanada". Mas como eu gostava muito dele, eu relevava.

     

    Ninguém é perfeito, né não?

     

    Eu adorava quando ele entrava na minha sala, sentava numa cadeira, colocava os pés em cima da minha mesa e tocava a me contar suas histórias. Às vezes me bate saudade deste tempo.

     

    Nos tornamos grades amigos. Mas é amigo mesmo, daqueles que você conta nas horas mais difíceis da sua vida. Se ele ler isto, vai saber direitinho do que estou falando.

     

    Pois bem.

     

    Meu amigo mora perto da minha casa, virou “vagabundo” que nem eu. Fazemos hidroginástica juntos.

    Tem hora que eu engulo água de tanto rir das besteiras que ele fala.

    Figuraça...

     

    Ontem, quando acabou a hidro, e a professora tava inspirada, eu disse pra ele:

     

    – Eu hoje tô me sentindo tãããão cansada... Fiz a aula na marra. E sabe? Junto com o cansaço me bateu uma tristeeeeeza...

     

    Me respondeu ele:

     

    – Dizia a minha avó (ele e seus casos), que não era letrada, mas era muito sábia, que quando a gente se sente assim, um monte de gente em nossa volta se sente do mesmo jeito. Dizia ela que é a “ESTRATOSFÉRIA”.

     

    Eu ri.

     

    Nos despedimos e ele se afastou cantando pra mim:

     

     

     

     

     

     

     



    Escrito por Lili às 09h07
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    Meu amigo é vovô!

    Alegre

     

     

     

    Eu tenho um amigo que é uma figura.

    Mineiro – que já é uma qualidade, né não? – inteligente pra caramba, escreve muitíssimo bem, já publicou alguns livros, mas é braaavo que só ele. Eu sei porque. Ele é baixinho, e todo baixinho tem que compensar sua baixa estatura de alguma forma. Normalmente optam por compensarem na braveza. Rindo a toa

     

    Trabalhou comigo muito anos, quando eu coordenava uma equipe de editoração.

    Ô minha Nossa Senhora! Como ele me dava trabalho!!!

    Era assim: seu trabalho era IMPECÁVEL. Podia entregar o que fosse pra ele, que eu não teria que me preocupar com nada. Exceto....

    Ele achava que devido a sua quilometragem rodada, não precisava cumprir horário.

    E de vez quem quando o danado me ligava e me dizia que ia trabalhar em casa!!!

    Legal demais, para quem tinha “trocentos” chefes, coordenadores, diretores e não sei mais o quê, cobrando e cobrando, como era o meu caso.

    Eu, sinceramente, acho que ele estava certo.

    O que me interessava era que o trabalho fosse feito no tempo estipulado, e bem feito. Este negócio de contar “hora sentado na cadeira” é bobagem.

    Esta era uma das razões que eu ODIAVA ser chefe.

     

    Trabalhava comigo um rapaz que cumpria horário na risca.

    Chegava pontualmente às 8 horas da manhã, saía para almoçar às 12 em ponto, regressava ao trabalho às 14 e saía às 18 sem se atrasar um minuto. Às 5 e meia ele já estava prontinho pra partir. Deu 6 horas... fulaninho se mandava.

    Era o funcionário que mais me dava problema.

    Cansei de fazer cafuné na cabecinha do dito cujo, pra ele botar a mão na massa.

     

    Mas o meu amigo de quem estou falando, não era assim não.

    Tudo era entregue na hora e muito bem feito.

    Com esta história dele não gostar de cumprir horário, eu aprendi a pensar rápido.

    Chega o Chefe de Gabinete:

     

    – Onde está fulano?

    Tonto Foi ali comprar cigarro, mas já está voltando. (o coitado nem fumava...)

     

    E aí eu implorava a todos os santos que eu conheço, pra que ele voltasse logo, porque imagina se ele algum dia teve celular? E quem não gosta de cumprir horário, vai gostar de celular???

    Quando o danado chegava, eu tinha que pisar em ovos pra falar com ele, porque senão o bicho pegava. Ficava uma ariranha comigo.

    Ai, ai!!!! Tem hora que eu sinto saudades deste povo...

     

    E eu aprendi a gostar muito dele com seu jeito mineiro, esperto, dono do seu nariz, inteligente e boa praça.

    Nos tornamos grandes amigos. Sou madrinha da filha dele.

     

    Ele me ligou outro dia, dizendo que ia ser avô.

    Tinha deixado a barba grisalha crescer, porque vovô tem que ter barba e que, segundo ele, estava fazendo o maior sucesso.

     

    Ontem ele me mandou um email, falando do netinho.

    Me mandou o endereço do blog que a filha dele e o genro fizeram, para registrarem os dias do bebezinho.

    O bebê é realmente uma gracinha.

    Vou deixar aqui o endereço do blog para que vocês entrem e conheçam o Francisco, neto do Francisco, meu amigo, bravo pra cacete, mas gente muuuito fina!!!

     

    As mãos do Francisco

     

    Ah sim!!! Prestem atenção nas mãozinhas do bebê.

    Segundo o avô coruja, elas são especiais!!!!

     

     

     



    Escrito por Lili às 11h21
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    OS SIGNOS - por Christian Pior IX

    Sagitário...

    E agora, vamos falar do signo mais palhaço de todos: Sagitário.

     

    E o pior é que é verdade. Ou melhor. Grandes comediantes, são de sagitário:

     

    Woody Allen, Bete Midler, Ben Stiller, Rafinha Bastos, Grace

    Gianoukas, Angela Dip, Luiz Miranda, Marcela Leal e por aí vai...

     

    Na verdade, o sagitariano é um otimista que acha que tudo vai dar certo e como nem sempre tudo dá certo, ele ri de si mesmo, faz uma piada e bola pra frente ou para todos os lados.

     

    É um tagarela nato, fala muito, sobre tudo e é incapaz de guardar segredos, e ele fala mesmo, te entrega na cara dura, fora as indiscrições, aliadas a uma sinceridade quase desconfortável.

     

    Olha o sagitário como age:

     

    'Mas Ludmilla, você disse que perdeu 5 kg... mas eu acho que no máximo, você perdeu 1kg .

    Mas isto não importa, Arthur, seu namorado, sempre preferiu moças mais gordas...'

     

    'Marcos, tudo bem?

    Nossa parabéns por você ter passado no concurso público.

    Vai ser muito bom para você, porque como você não tem talento para nada em específico, pelo menos neste trabalho de 6 horas, você ganha algum, sem precisar ser bom, né?

    Que sorte.'

     

     

    'Ainda bem que você se separou, Gerlaine... tava na cara que você se casou com ele, só para sair da casa de seus pais...Afinal, sua mãe, sempre foi uma megera.'

    Sim, que gostoso esta tal sinceridade, não?

     

    Mas por incrível que pareça, sagitário tem muitos amigos, conhece Deus e o mundo e sabe onde as coisas estão rolando, ou seja, onde tem uma festinha ou algo descolado, lá está ele.

     

    Como lê muito, ou escuta muita música, ou vê muitos filmes, ou tudo isto ao mesmo tempo, ele sempre tem assunto.

     

    Também é um signo esportista, então é muito comum que eles pratiquem esportes porque como tem muita energia, esta precisa ser canalizada, senão quebram tudo em casa, porque são desastrados.

     

    Odeia se sentir preso, detesta namoros longos e sérios e se pegar no pé dele, ele 'avoa'.

     

    Você para conquistá-lo, não dê muita bola, não fique muito atrás, ele ficará intrigado.

     

    Sagitário também tem um profundo senso religioso ou filosófico, ama cães e é um galinha daqueles.

    Beijam até 8 pessoas na balada e ainda contam, achando tudo bonito.

     

    As moças sagitarianas, na maioria das vezes, moram sozinhas, demoram-se para casar, são independentes e amam viajar, não param quietas.

     

    Geralmente, os sagitarianos em geral, cortam os laços familiares muito cedo, pegam uma mochila ou mala e vão 'ferver' por este mundo de meu Deus.

     

    Trabalhos como agente de viagens, advogados, promoters, pilotos de avião,comissários de bordo, comediantes, professores e filósofos, combinam muito com o estilo dos arqueiros.

     

    Pessoas famosas de sagitário:

    Walt Disney, Cássia Eller, Clarice Lispector, Brad Pitt, Jim Morrison, Steven Spielberg, Frank Sinatra, Charles M. Schulz (criador do Snoopy), Maria Callas, Edith Piaf, Nelly Furtado.

     



    Escrito por Lili às 08h57
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    Tem coisas que não dá pra não blogar

    Muito feliz

     

     

    Vocês já devem ter reparado que eu não tenho blogado nada sobre política, né?

    Pois é.

    Nem eu mesma sei porquê.

    Acho que é porque não tem nada engraçado acontecendo, tipo boi voando, amante de senador virando capa de playboy, e eu gosto mesmo é de comentar sobre estes ocorridos.

    Porém... recebi notícia que transcrevo a seguir.

    Esta não dava pra não blogar!!!!!

     

     

    "Para ingleses, Lula é “Estadista do Ano”

    Depois que Obama chamou Lula de “o cara”, que Chávez o comparou a Cristo, chegou a vez dos ingleses. Nesta quinta-feira, em Londres, o Real Instituto de Assuntos Internacionais do Reino Unido concederá ao presidente o prêmio de “Estadista do Ano”.

    Para os ingleses da Chatham House, durante a gestão de Lula o Brasil teria fortalecido sua inserção no cenário global e atuado para alcançar o consenso em foros multilaterais econômicos e comerciais. E, principalmente, o prêmio é concedido pelos resultados atingidos pelo Brasil na redução da pobreza por meio de políticas econômicas que garantiram o equilíbrio fiscal e a estabilidade inflacionária.

    Influíram para a escolha de Lula a atuação do país na solução de crises regionais e o estabelecimento da missão de paz no Haiti. O desempenho do Brasil durante a crise de Honduras não entrou na avaliação dos ingleses. Ainda bem. Mas o ministro Celso Amorim, das Relações Exteriores, garante que a atuação foi bem vista pela comunidade internacional. Mas quem resolveu a parada foram os Estados Unidos, que tiveram o timing diplomático certo – isto é, esperaram que os dois lados da disputa chegassem ao esgotamento político.

     

    Perfil

    Christina Lemos é jornalista em Brasília. Especializada em política, testemunhou os principais acontecimentos da vida pública dos últimos vinte anos na esfera federal. É repórter especial do Jornal da Record e comanda o programa de entrevistas diário Brasília ao Vivo, na RecordNews. Neste Blog, Christina Lemos convida o internauta a acompanhar o dia-a-dia e os bastidores da política a partir de um olhar diferenciado, e a trocar idéias com quem está dentro da notícia. Bem vindo"



    Escrito por Lili às 15h51
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    Vamos alegrar o dia???

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    Escrito por Lili às 13h02
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    Mãos que nos ajudam

    Domingo passado, na Revista do Correio Braziliense, foi publicada uma reportagem sobre como os trabalhos manuais podem ajudar as pessoas a enfrentarem traumas, depressão, ansiedade... as “dores da alma”.

     

    A pedido da Lu Gastal, uma artesã daqui de Brasília, colaborei com a reportagem, dando meu depoimento de como a Pacthwork e a tapeçaria têm me devolvido a autoestima, a sensação de prazer que há seis anos eu havia perdido, com a partida da Marília.

     

    O luto nos afasta do mundo. Torna nossos dias cinzentos. É como se nossa alma estivesse tão cinza, como um céu poluído. Nos tira a alegria de viver e nossa capacidade de produzir. O luto nos paralisa.

     

    Na tentativa de tornar minha alma mais colorida, meus dias menos cinzentos, de achar alguma coisa que me devolvesse a sensação de prazer e minha capacidade de criação, foi que procurei a tapeçaria e o patchwork, aconselhada por minha terapeuta.

     

    Quando eu resolvi que daria a entrevista ao Correio, o que me passou pela cabeça foi o desejo de incentivar alguém que estivesse passando por algum problema emocional, a procurar nos trabalhos manuais, o que eu encontrei neles: o prazer, a satisfação, a retomada da autoestima, a alegria de viver.

     

    É pelo mesmo motivo que deixo aqui no Pontuando a matéria feita pelo Correio Brazilense.

    Infelizmente não tive como colocar as fotos das pessoas que contribuíram com a matéria. Coisas da informática....

     


    "A arte de se reinventar

    Em busca do autoconhecimento ou da superação de traumas, depressão e estresse, cada vez mais pessoas recorrem aos trabalhos manuais. O resultado é surpreendente

    João Rafael Torres


     

     

     

     

     

    A depressão superada a cada ponto do bordado, a alegria que retorna com as cores de uma tela, os contornos de uma escultura que reconciliam a alma e o corpo. As técnicas são múltiplas, mas a função é uma só: buscar o equilíbrio da mente a partir de atividades artísticas executadas com as mãos. A relação produtiva entre a arte e a saúde psíquica é comprovada pela psicologia e psiquiatria, que já se valem desse artifício para beneficiar pacientes.

    Para muitos, a simples execução de trabalhos manuais é suficiente para retomar o bem-estar. Outros vão além: interpretam as obras que produzem como uma expressão direta do inconsciente, por meio da arteterapia. Buscam, com a técnica, potencializar o papel curativo associado à arte. De uma forma ou de outra, encontram novos sentidos para a vida.

    A Revista ouviu a história de cinco pessoas que chegaram à arte e ao artesanato por caminhos diferentes. Alguns, no ápice de crises. Outros, pela necessidade de aprofundamento, de autoconhecimento. Como verdadeiros artistas, elaboraram uma nova vida com cores e formas mais interessantes, leves e alegres.

    Foi assim com Sâmara Arbex. Há pouco mais de três anos, a bancária foi aposentada por causa de um problema congênito que curvou sua coluna. O termo “invalidez” ressoou em sua mente como uma sentença de condenação. “Sentia-me incapaz de tudo, simplesmente porque não tinha mais condições de trabalhar com o que eu trabalhava”, lembra. Meses depois, ela chegou a um ateliê de cerâmica com a vontade de rever esse conceito. Em um trabalho terapêutico, concluiu que a arte seria uma boa forma de lidar com as limitações impostas pelo corpo.

    Para Sâmara, a cerâmica serviu principalmente como um exercício de concentração no momento presente. As peças, desconexas e de construção difícil, tornaram-se cada vez mais belas. “O mesmo acontecia por dentro de mim, como num círculo virtuoso. As peças refletem o que sou e o que sinto com fidelidade”, avalia. Com a cerâmica, aprendeu diversos atributos, como paciência, perseverança e dedicação. “E principalmente o desprendimento no lidar com os acontecimentos da vida. Afinal, quando mandamos uma peça para o forno, perdemos o controle sobre ela”, completa.

    Vista inicialmente como uma terapia ocupacional, a cerâmica transformou-se em profissão. No ano passado, dois marcos para a nova fase da vida: a primeira exposição de peças e um mês de estágio na China, com mestres ceramistas. “Em ambos, percebi a minha capacidade de me reinventar, de me sentir útil e admirável por minha arte”, diz.

    (continua) 

     



    Escrito por Lili às 09h36
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    Mãos que nos ajudam (continuação)

    Pode ser bom para você

    Práticas simples de artesanato podem ser importantes para superar problemas, até mesmo para quem não vê em si aptidões artísticas. Veja como:

    » Experimente diferentes técnicas, para saber com qual tem mais afinidade. Uma boa dica é lembrar da infância: geralmente aquilo que fazíamos com mais habilidade e prazer será aceito mais facilmente.

    » Para iniciar, compre apenas os apetrechos básicos para o desenvolvimento da técnica. Deixe para adquirir materiais e ferramentas mais elaborados na medida em que crescer a afinidade com o trabalho.

    » Trabalhe sem o compromisso de prazos, mas com dedicação para entender o que a peça quer dizer. Procure não abandoná-la pela metade: a persistência é importante para que se encontre um bom resultado.

    » Preste atenção nas cores e formas aplicadas no trabalho. Avalie também a relação que se estabelece durante a execução: impaciência, desleixo e detalhismo exagerado, por exemplo, podem ser indícios da sua forma de lidar com o mundo.

    » Reflita também sobre
    os pensamentos espontâneos que surgem enquanto você trabalha: eles podem elucidar as dificuldades do momento a partir de insights.

    Fonte: Psicóloga e
    arteterapeuta Maura Alves

    Agradecimentos: Ateliês Lu Gastal e Cecy Cerâmica

     

    Costurando um novo ritmo


    Por muito tempo, o trabalho foi o algoz de Rosário Almeida, 52 anos. Por exercer um cargo de responsabilidade no serviço público, ela sentia a necessidade de se dedicar à tarefa de forma exaustiva. Horas extras feitas sem medida, anotações constantes na agenda durante os momentos de folga, leituras e elaboração de relatórios durante os fins de semana. “Cobrava de mim muito além do que a função exigia”, avalia. A autocobrança transformou-se em obsessão. A obsessão caminhou para a doença. Há um ano e meio, Rosário se viu num quadro de hipertensão e depressão, desencadeadas pelo estresse e pela ansiedade.

    Os sintomas, aliviados com psicoterapia e remédios, só cessaram realmente com a terapia ocupacional. De tanto ouvir falar do efeito relaxante da costura, ela decidiu experimentar. “Já tinha tentado outras técnicas, como o tricô e os bordados, mas nunca concluía um trabalho, por impaciência”, lembra. No início, a ansiedade e o rigor de julgamento fez com que algumas peças fossem para o lixo. “Depois, percebi que, se quisesse mudar, precisava desmanchar o que deu errado e refazer.”

    Esse foi o ponto de partida para uma nova interpretação do trabalho. Rosário negociou uma redução de carga horária e passou a dedicar esse tempo para os trabalhos manuais. Uma vida controlada pelo rigor e que hoje prefere técnicas mais livres e dinâmicas, como o bordado e a costura. Tudo é feito a partir de uma nova óptica, que privilegia um mundo menos imediatista. “Hoje, tenho a paciência de garimpar os materiais certos, sem pressa. Faço o mesmo com a vida: reajustei meu ritmo e todos perceberam a diferença”, conclui.

    Por que funciona?

    As pessoas que trabalham com arte e artesanato descrevem sensações muito próximas: paciência, superação e segurança. Para a psicologia, o que elas encontram na verdade é a força da energia psíquica em movimento: enquanto as mãos trabalham na produção de uma peça, o inconsciente aflora e traz consigo a capacidade de reestabelecer o equilíbrio e o bem-estar. O benefício é sentido até mesmo quando não há uma reflexão sobre a obra.

    A ciência moderna reconhece a arte como um importante instrumento de cura e autoconhecimento. Sigmund Freud, criador da psicanálise, elogiava os resultados obtidos com pacientes que usavam esse tipo de expressão. Mas foi com Carl Gustav Jung que a arte ganhou mais visibilidade. O médico suíço, fundador da psicologia analítica, acreditava que a arte é uma expressão direta do inconsciente. Para ele, uma produção artística espontânea pode favorecer o diagnóstico e também a solução de problemas internos. O próprio Jung se beneficiava das técnicas: talhando pedras em esculturas, aquietava conflitos e tinha insights para suas teorias.

    Cada vez mais, os consultórios psicoterápicos ganham elementos diferentes para a expressão dos pacientes. Argila, tintas e lápis de cor auxiliam psicólogos a interpretar conteúdos internos. É a chamada arteterapia, que enxerga nas obras espontâneas produzidas pelos pacientes uma forma de expressão do inconsciente — assim como os sonhos. O método pode ser aplicado até mesmo entre pessoas que não enxergam em si aptidões artísticas. “Não há uma cobrança estética. Cabe ao facilitador estar atento ao produto da forma como ele surge”, explica Sônia Bufarah Tommasi, psicóloga e coordenadora do curso de arteterapia do Instituto Centro-Oeste de Educação e Pesquisa (ICEP).

    Durante as sessões, não só as esculturas e desenhos são interpretados, mas também a forma de produção e a relação que se estabelece com os materiais. Tudo fala sobre a relação do paciente com o mundo e com os próprios problemas — daí a forte relação da técnica com o autoconhecimento. “A criatividade aflorando conteúdos internos. Com isso, toma-se consciência das limitações e encontra-se uma forma de integrar o que está desfragmentado”, completa Maura Alves, psicóloga e arteterapeuta.



    Escrito por Lili às 09h34
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    Mãos que nos ajudam (continuação)

      


    O mundo visto por outros olhos

    O médico Armando Raggio, 60 anos, tinha tudo para ser uma pessoa fria e pragmática. Legista e orientador de políticas de saúde pública, lida diretamente com dois campos áridos: a morte e a burocracia. No entanto, tem a arte como aliada para não perder a sensibilidade.

    Um simples passear na rua o faz enxergar coisas onde quase ninguém veria. Um pedaço de madeira caído de uma árvore vira, num lampejo, o perfil de um animal. Um prego de linha de trem, quando encaixado num velho escapamento de moto, torna-se um perfeito senhor taciturno. “As coisas estão ali. Pego e somente complemento a obra já iniciada pelo acaso”, sintetiza.

    A necessidade de autoconhecimento fez com que ele passasse por terapia com psicólogos de diferentes orientações. Há alguns anos, chegou à arteterapia e, nela, encontrou expressão em mais um campo artístico: as telas. Nos quadros, costuma retratar cenas da natureza a partir de diferentes perspectivas. Na prática, a arte o ajuda a manter a atenção no momento presente. “É um método de concentração, de esvaziar o pensamento enquanto me fixo na produção de algo.”

    O esforço para nutrir essa relação com a arte é, para Armando, uma necessidade que deveria se espalhar entre as pessoas. Tanto que ele estimula a produção entre familiares e amigos. “A humanidade é, em si, artística. O impedimento para exercer a arte é subjetivo, mas a capacidade de fazê-la é para todos ”, filosofa.



    Pintura e escultura contra a depressão

     

     

     

     

    A fisioterapeuta e instrutora de tai-chi Aracy Onghero, 37 anos, chegou à arte depois de uma crise profissional. Com um ritmo intenso e cobranças excessivas da instituição onde trabalhava, ela desencadeou um processo depressivo. Resolveu pedir demissão para recuperar-se e, nesse tempo, conheceu a arteterapia. “Por trabalhar com o corpo, senti a necessidade de algo que favorecesse minha expressão de forma mais integral”, explica.

    As primeiras imagens vindas durante o trabalho refletiam a inconstância dos sentimentos: mares revoltos e águas profundas cercavam formas humanas de limites confusos. Aos poucos, o processo foi resultando em imagens mais equilibradas e serenas, algumas delas reconhecidas como representações infantis. “O trabalho foi um resgate da alegria e do prazer perdidos. Precisava disso para voltar a trabalhar”, explica.

    Os benefícios profissionais surgiram logo. Aracy passou a desenvolver um trabalho como autônoma, com métodos que favorecessem a expressão corporal dos pacientes aliados à psicomotricidade. “As mudanças também se expressaram nas demais relações sociais e na família.” O contato com a argila a aproximou da essência feminina. “Vejo em minhas esculturas minhas outras faces, as mulheres que habitam em mim”, acrescenta.

    Hoje, Aracy percebe que a arte serviu principalmente para que ela reconhecesse as próprias potencialidades e defeitos, a partir das imagens que pintava e esculpia. “Muitas vezes, o processo é difícil, pois nos coloca diante de partes difíceis de nós mesmos. Mas é assim que reconhecemos a força para superar problemas”, explica.



    Arte e loucura

    A eficiência da arte e dos trabalhos manuais pode ser percebida até mesmo entre pacientes de graves distúrbios psiquiátricos. Os pincéis ajudaram a aquietar o pensamento pulsante de Van Gogh, assim como as sucatas abrandavam a fantasia de Arthur Bispo do Rosário. O que, para eles, foi um recurso espontâneo de busca pela sanidade, impulsionou a psiquiatria do século 20 a buscar uma reforma ao sistema manicomial, marcado até então pela tortura e pelo isolamento dos pacientes.

    No Brasil, o maior ícone dessa tentativa foi a psiquiatra carioca Nise da Silveira. Aluna de Jung, ela trouxe a arte como uma alternativa de expressão e cura de pacientes do Centro Nacional Psiquiátrico Pedro II. Lá, montou um ateliê de terapia ocupacional, de onde surgiram muitas das obras presentes hoje no Museu de Imagens do Inconsciente.

    As obras de arte não funcionam apenas como expressão do caos interno. Muitas vezes, elas são o único diálogo entre o universo do paciente e a realidade. “É sabido que, até mesmo entre os pacientes mais comprometidos, há um foco de sanidade, de saúde mental. E é justamente esse cerne que se expressa na produção artística”, explica Sônia Bufarah Tommasi, psicóloga e coordenadora do curso de arteterapia do Instituto Centro-Oeste de Educação e Pesquisa (ICEP). Ela desenvolveu a tese de doutorado no Hospital Psiquiátrico do Juquery, uma das principais instituições de tratamento de doenças mentais do país. Lá, ela trabalhou com as imagens religiosas apresentadas por pacientes e com o potencial de cura proporcionado pela pintura. Parte do estudo está no livro Arteterapia e loucura (Ed. Vetor).

    O ponto de equilíbrio proporcionado pela arte é capaz de ressocializar o paciente. Sônia lembra casos de pessoas extremamente violentas, com necessidade de isolamento por segurança, e que passaram a ser colaboradores dentro do hospital após a passagem pelos ateliês. É como se, ao expressar-se, o paciente acalmasse o turbilhão de emoções que o povoa. “Há um ganho em qualidade de vida, uma nova aproximação do mundo real”, completa.


    Do luto ao equilíbrio

     

     

     

     


    18 de julho de 2003. Marília sai para dançar e não retorna para casa. Na manhã seguinte, a confirmação do mau pressentimento materno: Liliana Simões Pereira é acordada com a notícia da morte da filha, em um acidente de carro. Novamente vem a ela o sentimento de perda, experimentado há exatos 25 anos, quando perdeu o primeiro filho, de cinco meses, com meningite. A dor da perda do bebê, que parecia superada, intensificou ainda mais o choque com a perda de Marília. “Daquele momento em diante, eu era outra pessoa. Sem a alegria e a espontaneidade que me caracterizavam”, lembra hoje, aos 56 anos.

    A aposentadoria, que viria em meses, foi prorrogada por cinco anos. No entanto, a tentativa de entregar-se ao trabalho não supriu a depressão velada. No ano passado, quando se desligou definitivamente do emprego, o sentimento de vazio tornou-se marcante. Encerrar a carreira era mais um luto a administrar. Nas sessões de psicoterapia, a principal queixa era a dificuldade de enxergar graça na vida. “Luto não é preto, é cinza. Não enxergava cores ou beleza. O sentimento era de incapacidade de produzir.”

    Para atenuar o estado melancólico, a psiquiatra que a assistia recomendou o patchwork como terapia complementar. A matemática de recortar tecidos e consolidá-los em mosaicos tinha a função de auxiliá-la a reordenar o cérebro, os pedaços fragmentados da autoimagem. Aos poucos, Liliana passou a flertar com a modelagem em tecido e com a tapeçaria. As peças que produz se espalham pela casa e viram presentes especiais para as pessoas de que gosta. A dedicação é tanta que o mezanino da casa foi transformado em um ateliê. “Aqui encontrei novamente funções para a vida, ocupações para o dia. Superar a perda de um filho é impossível, mas sobreviver a ela com equilíbrio, é possível sim”, diz.





     

     

     

     

     



    Escrito por Lili às 09h31
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    Fazendo as malas

    Em dúvida

     

     

     

    Eu ontem presenciei uma cena, que me fez ficar horas pensando sobre o porquê que algumas pessoas guardam dentro delas tanta mágoa, tanto rancor, tanta raiva.

    Eu tenho defeitos. Poucos. Rindo a toaRindo a toaRindo a toa Uai gente! Se eu não gostar de mim primeiro, como é que eu vou gostar dos outros, né não?

    Pois então...

    Mas esta coisa de ficar guardando dentro de mim estes sentimentos eu não tenho não. Graças aos céus.

    Uma vez Wayne me disse que eu era a pessoa mais sem vergonha que ele conhecia.

    Sabem por que?

    Porque eu não dou conta de ficar muito tempo com raiva de alguém.

    Briguei? Me chateei?

    Falo tudo que preciso falar, e aquilo desaparece da minha cabeça. Mas desaparece MES MO.

    Pra vocês terem uma ideia, eu não me lembro de UMA coisa ruim da minha infância. Claro que deve ter tido. Mas eu não me lembro. Só me lembro de coisas ÓTIMAS. Eu tenho pra mim, que meu inconsciente seleciona aquilo que ele acha que deve ser guardado lá dentro. O que ele acha que é bom pra mim, ele guarda. O que ele acha que não vai ser bom, ele DELETA, pra usar uma expressão atual...

     

    Eu não sei não. Mas eu penso que estas pessoas que guardam estes sentimentos dentro delas, são que nem uns vulcões prontos para entrar em erupção a qualquer momento. Fica tudo lá dentro fervilhando e na hora da raiva, elas perdem o controle, e o vulcão entra em erupção detonando com tudo. E aí vem coisa que já era para ser esquecida há muito tempo, que não vale a pena ficar recordando. Soltam cobras e lagartos. É o rancor e a mágoa contidas na alma.

     

    Assistindo aquele tititi todo, eu me lembrei de duas coisas:

    Uma foi da minha sogra.

    Quando a Luana era pequenininha e falava alguma coisa “feia”, minha sogra dizia pra ela:

    – Da boca das bruxas saem cobras, lagartos e percevejos. Da boca de uma princesa, como você, só saem flores perfumadas e coisas bonitas.

     

     A outra, foi uma de uma mensagem que recebi de uma amiga, que deixo aqui pra vocês.

     

    Seria muito legal se todas as malas do mundo fossem feitas assim:

     

    “Fazendo as malas

     

    Tem gente exagerada que enche a mala até estourar, com medo de ficar sem alternativa.

    Tem gente que é mais prática: coloca o mínimo e corre até o risco de esquecer coisas necessárias.

     

    Você já notou que, mesmo sem saber, a gente faz a mala todos os dias quando sai de casa?

    É a mala do nosso espírito, que deve ser arrumada com muito cuidado.

    No decorrer do dia, a gente precisa de coisas fundamentais, pra que a viagem fique confortável.

     

    Tem coisa que não vale a pena carregar.

    Rancor, impaciência, culpa e má vontade, por exemplo, pesam muito e ocupam espaço demais.

    Não tem rodinha que ajude a carregar essa mala.

     

    Mala boa de carregar deve ser feita assim: encha o fundo com bom humor, sempre.

    Nos cantinhos, vá espalhando tolerância, otimismo e delicadeza...

    Atenção e humildade também são itens indispensáveis.

    Pode abusar de tudo isso, que a mala aguenta...

     

    Procure levar também as lições boas que você aprende com as viagens diárias.

    Alguém pode precisar disso...

    E é sempre bom ter à mão histórias felizes pra contar.

    Ah, tem mais uma coisa:

    Sorriso, beijo e abraço funcionam como um excelente kit de primeiros socorros.

    Ele pode salvar o seu dia.

     

    Então é isso...

    Se você tem coisas boas pra encher a mala do seu espírito, vai perceber que, quanto mais cheia, mais leve ela fica.

    E aí, você vai descobrir que a aventura de sair de casa pode ser muito divertida.

     

    (Texto de Lena Gino)”

     



    Escrito por Lili às 10h28
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    Rui Barbosa e os PATO

    Rindo a toa

     

     

     

    Eu ando COM PLE TA MEN TE sem tempo para abrir meus emails.

    Meus paninhos tomam todo o meu tempo. E a minha grana...

    Wayne me disse que vai fazer uma auditoria nas minhas contas, porque eu ando gastando demais.

    Eu respondi pra ele:

    – Mas Preto!!! Eu não tenho comprado NADA pra mim... não precisa de auditoria não, A CULPA É DOS PANINHOS....

     

    Voltando aqui ao assunto dos emails.

    Eu ontem desci do meu “ateliê” (chique no úrtimo!!!) eram umas seis horas da tarde.

    Sol lá no alto, por conta desta coisa maravilhosa, o tal do horário de verão. Ô trocinho enjoado este!

    Mas eu já estava com meu pescoço queimando de tanto cortar e emendar paninho e aí resolvi parar e dar uma olhada na minha caixa de entrada...

    JESUS ME SALVA!!!

    LOTADAÇA!!!

    Pensei: não gente! Deixa eu dar uma olhada nestes emails aqui.

    Abri a primeira mensagem cujo assunto era:

    “Rui Barbosa e os PATO”.

    Eu achei esquisito, porque quem me mandou a tal mensagem, não costuma cometer estes erros tão banais de português.

    Abri. Mas eu ri pra caramba.

    É muuuito boa.

    Vejam aí o que aprontou Rui Barbosa:

     

     

    “Diz a lenda que Rui Barbosa, ao chegar em casa, ouviu um barulho estranho vindo do seu quintal. Chegando lá, constatou haver um ladrão tentando levar seus patos de criação. Aproximou-se vagarosamente do indivíduo e, surpreendendo-o ao tentar pular o muro com seus amados patos, disse-lhe: Oh, bucéfalo anácrono! Não o interpelo pelo valor intrínseco dos bípedes palmípedes, mas sim pelo ato vil e sorrateiro de profanares o recôndito da minha habitação, levando meus ovíparos à sorrelfa e à socapa. Se fazes isso por necessidade, transijo; mas se é para zombares da minha elevada prosopopéia de cidadão digno e honrado, dar-te-ei com minha bengala fosfórica bem no alto da tua sinagoga, e o farei com tal ímpeto que te reduzirei à quinquagésima potência que o vulgo denomina nada. E o ladrão, confuso, diz:- 'Dotô, eu levo ou deixo os pato?'”



    Escrito por Lili às 09h15
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